Da série “Não vingou”
Todo mundo já teve um projeto que não vingou, mas que serviu para alguma coisa, mesmo que apenas experiência. Na correria cotidiana da faculdade, “linkei” os trabalhos de duas matérias em um único projeto. Em uma matéria, meu dever era acompanhar um profissional em suas atividades para que então pudesse criar algum tipo de comunicação visual, na outra, uma campanha publicitária sobre qualquer coisa.
Eu nunca me diverti tanto, pra começar, o profissional que acompanhei era primo da minha esposa, DJ Michel, do Baile do viaduto de Madureira. Eu ia para o baile “digrátis”, com um caderno e caneta, anotando informações que via, ouvia ou sentia, fazia desenhos do lugar, caricaturas da galera, encontrei com amigos, fingi que dançava e entrevistei todos os DJs do baile.
Na lista de perguntas para os DJs, a principal era “quais são suas influências”, pergunta tão forte que a campanha final foi montada sobre ela.
Essa peça é uma de três finais, um outdoor duplo, meia página de jornal e uma página de revista. Fora os formatos o conceito é o mesmo em todas as peças.
Para quem não sabe “scracth” é aquele sonzinho que o DJ tira ao mover o disco. Sabendo disso o slogan fica óbvio ao se ler a peça, com influências diversas da black music de hoje e de ontem, nacionais e internacionais. Na época em que fiz esse projeto eram 3 principais DJs, mas a melhor foto foi a do DJ “A”, não quis usar mais ninguem, era o único garoto propaganda que importava.
Enfim não vendi o projeto, mas consegui acumular experiência e motivação além de portfolio. Foi divertido e sempre que tenho a oportunidade de criar um projeto do zero, mesmo sem a certeza de que vai dar certo, eu aproveito para me divertir, no fim, o melhor lucro é a experiência.
